MackTutando

27 abril 2009

Irregularidades no ProUni

Filed under: Cidade — MackTutando @ 6:00
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Programa Universidade Para Todos

Programa Universidade Para Todos

Na última sexta-feira, 24,  foi realizada a primeira auditoria do Tribunal de Contas da União sobre o ProUni (Programa Universidade Para Todos).  A questão discutida seria de possíveis irregularidas em relação à renda dos alunos que participam do programa. O TCU se baseou em dados da Renavam (cadastro de veículos), da Rais (empregos) e de matrículas em universidades públicas. Até o momento já foram constatadas irregularidas entre 8% de 385 mil beneficiários. O programa visado à pessoas com renda mensal bruta de até R$ 697,50 têm sido usufruído por alunos que possuem carros zero, até mesmo os de luxo.

É claro que todo universitário, em tese, deveria ter direito à bolsa do Estado já que paga impostos; porém o que deve ser frequentemente questionado seria a idéia de que há pessoas realmente com dificuldades financeiras e a elas esse direito em hipótese alguma poderia ser negado. Mas com a vaga preenchida por indivíduos da classe média (ou alta) , esse direito acaba sendo perdido já que não há vagas suficientes que comportem tantos alunos bolsistas. Segundo o presidente Lula, será feita uma perícia para que se descubra qualquer abuso e má fé de universitários com a renda maior que a determinada.

Mas ainda há uma ressalva. Há de se considerar também os estudantes que tiveram uma melhora de vida após a participação no programa. E ainda há exceções como de um taxista que adquiriu um veiculo para trabalhar ou então de um deficiente físico que adquriu  automóvel com desconto.

Da parte judicial o que se espera é que se realize uma investigação meticulosa e que além disso, se faça uma triagem caso a caso para que nenhuma irregularidade passe desapercebido sem punições ou que alguma exceção injusta seja incluída.

Agora em relação aos alunos; com a auditoria vindo á tona, será que não afetou a consciência deles em nenhum momento?  Será preciso que aconteça um escândalo público ou ainda mais…que o aluno seja descoberto para que passe a prestar queixas a respeito?

Por Mayara Koike

21 abril 2009

Esclarecimentos sobre a Lei anti-tabaco

Filed under: Cidade — MackTutando @ 22:59
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A Lei anti-fumo, aprovada no dia sete de abril pela Assembléia Legislativa de São Paulo, bane o uso de cigarro e derivados do fumo em ambientes de uso coletivo, públicos e privados, no Estado.

Onde será proibido fumar?

A nova lei paulista proíbe o fumo em todos os espaços coletivos fechados e também proíbe a existência de fumódromos. Os locais com restrição ao fumo são bares, boates, restaurantes, hotéis, escolas, museus, pousadas, áreas comuns de condomínios, casas de show, açougues, padarias, farmácias e drogarias, supermercados, shoppings, ginásios esportivos e estádios, todas as repartições públicas, hospitais e até carros de polícia e táxis.

Assim, a lei autoriza os donos de bares e restaurantes a chamarem a polícia caso o fumante não respeite as novas normas estabelecias.

O cigarro é permitido somente, então, à casa do fumante, às vias públicas e aos espaços ao ar livre. A lista de lugares permitidos inclui instituições de saúde em que os pacientes estejam autorizados a fumar pelo médico responsável, as tabacarias e os locais de cultos religiosos em que o fumo faça parte do ritual.

Segundo os que aprovaram a lei, o projeto aprovado tem como objetivo de melhorar os indicadores de saúde, garantindo assim, os direitos daqueles que não fumam. Acreditam que nos próximos anos, essa medida vai reduzir o número de fumantes de uma forma natural, sem autoritarismo.

Para a campanha entrar em vigor, será necessário um investimento do governo em realizar uma campanha educativa para explicar o que muda com a nova lei.

A lei não prevê punição ao fumante infrator, mas sim aos estabelecimentos, que podem ser multados, podendo ser interditados. As multas contra os locais que desrespeitarem a lei chegam a R$ 3 milhões.

RESUMINDO: é proibido fumar em qualquer locar público fechado!

Nos lugares que possuam salas e espaço destinados à dança, como baladas, bares, com área destinada ao público igual ou superior a 100m2, é permitido a criação de áreas para fumantes, até um máximo de 30% da superfície total do espaço.

Muito criticada, essa lei será de muito benefício, afinal, terá resultados mais positivos do que esperava. Isto porque os estabelecimentos onde será permitido fumar terão condições para tal, porém, como isso obviamente envolve custos, muitos proprietários não podem/querem fazer esses investimentos, portanto irão optar pela opção mais radical mesmo: a proibição.

Mas isso não significa que o bar vai perder clientes e vir a fechar. Exemplo disso é do caso de uma cervejaria em Lisboa, que não tem receio em perder seus clientes. Essa cervejaria é apenas um caso dentre vários sobre proprietários que vão optar pela proibição total do fumo.

Existe um site sobre tabagismo com muita informação sobre o tema, que disponibiliza uma PDF com a publicação da lei.

lei-anti-fumo

Por Giovanna Leopoldi

6 abril 2009

São Paulo: fascinante e acolhedora

Filed under: Cidade — MackTutando @ 23:59
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Você sabia que São Paulo tem a segunda maior frota de helicópteros do mundo e só perde para Nova York? Que a cidade tem o quinto maior zoológico do mundo? E que o PIB de São Paulo foi de 76 bilhões de dólares em 2005?

Só o Parque do Ibirapuera recebe, de segunda a sexta-feira, cerca de 20 mil usuários. Aos sábados, o número sobe para 70 mil usuários e aos domingos, são 130 mil visitantes; o parque possui 1.582 funcionários.

São Paulo: a grandiosidade da cidade que não pára

São Paulo: a grandiosidade da cidade que não pára

Pois é, São Paulo é assim. Se por um lado a grandiosidade da cidade assusta, por outro sua precisão é acolhedora. Sim, precisão, já que tudo em São Paulo é medido e transformado em estatística. Problemas comuns como assaltos são mapeados por região, bairro e acredito que até por rua. Se o trânsito é um problema (e é mesmo!), a lentidão é monitorada e a população informada de sua extensão, em que trechos a cidade está mais movimentada e quanto tempo pode se levar para chegar de um lugar a outro.

E os nomes das ruas de São Paulo? Mais estranhos, impossível. Alguém acha que “Juntas Provisórias” pode ser uma rua? Com muita imaginação “Junta Provisória” pode ser um procedimento ortopédico para restauração da juntas. Em São Paulo é rua mesmo. E o mais fascinante é que tem rua para tudo que se pode imaginar. Tem rua das noivas, rua das roupas chiques ou baratas, rua de equipamentos para moto, de produtos eletrônicos, rua de gays e rua de emos. Tem até rua de parafuso. Verdade!

Os nomes dos bairros não são menos bizarros, mas soam familiares para qualquer um que já perdeu uma tarde de domingo escutando Silvio Santos. Silvio Santos é um ótimo professor de geografia da cidade de São Paulo. Quem nunca o viu mandando abraços a alguma “colega de trabalho” do Jabaquara, Itaquera, Jaguaré, Jaguará, Tremembé ou Tucuruvi?

São Paulo é a terra do público. Tem público para tudo. Se você montar um restaurante nigeriano, terá público. Se montar um coreano, seus clientes serão cativos. É muita gente! Você atravessa uma rua e tem a impressão de que está na contramão. Em São Paulo vemos os extremos dos indivíduos, do jovem de terno ao antigo hippie descabelado. Tudo depende da tribo. Esse é o barato de São Paulo, a magnificência da cidade. Ao mesmo tempo em que sua grandiosa beleza assusta, a diversidade da cidade acolhe e enlaça.

É claro que a cidade tem seus problemas, como todas as megas cidades do mundo e, viver nela tem suas desvantagens como em qualquer grande metrópole, mas também pode ser muito prazeroso.

 Por Deborah Franco

1 abril 2009

Tentação aversa às aulas

Filed under: Cidade — MackTutando @ 7:28
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“Não sei se subo para a aula ou se fico sentado no bar com vocês e essa cervejinha”. O estudante de Administração Guilherme de Almeida, 22, dividiu com seus companheiros, sentados à mesma mesa que eu, o que estava lhe incomodando a consciência. “Vou levar mais uma falta e perder os exercícios de revisão para a prova da semana que vem”, acrescentou.

 foto1Logo percebi que o jovem, que recém chegara a um dos bares situados na Rua Maria Antonia, na região central de São Paulo, não era o único a enfrentar o dilema entre diversão a preço de cevada e teorias ditadas em lousas e projetores. Estávamos no fim de mais uma semana exaustiva, rotineira e abarrotada de deveres, trânsito e noites mal dormidas. Conversando com o restante dos meus parceiros de bar, soube que, seja em plena segunda-feira ou na sexta-feira à noite, universitários de todos os cantos da capital repetem o ritual: lotam botecos e botequins que circundam as instituições de ensino superior, onde, com seus amigos e colegas, se reúnem “para jogar conversa fora, relaxar, descontrair” e, de fato, “matar aula”. “Eu sei que a mensalidade é cara, mas a gente precisa de um lugar para esquecer um pouco das obrigações”, pondera Pedro Faria, aluno do curso de Engenharia Mecânica.

 Enganada estava eu quando pensei que a prática de “botecar” entre uma e outra aula é exclusiva dessa nova geração de graduandos. Para alguns, na verdade, a confraternização na mesa de bar é parte essencial da fase universitária de qualquer pessoa. “Isso me inclui também?”, questionei. “Olha, até meu pai saía da aula para tomar cerveja com os amigos dele. E eu aposto que todos já foram pelo menos uma vez para algum desses botecos aqui perto”, diz Faria. Sua amiga, Maria Clara Souza, aspirante a psicóloga, ouviu a declaração e reforçou a teoria da onipresença universitária nesses estabelecimentos – geralmente – de baixo requinte espacial, afirmando que não é preciso consumir bebida alcoólica para estar junto. “Eu, por exemplo, não bebo. Só venho para encontrar meus amigos e fugir da chatice de algumas aulas. É ideal e divertido”, explicou.

 Às sextas-feiras, de fato, é quase impossível evitar que uma leva considerável de alunos troque as carteiras das salas de aula pelas cadeiras de ferro ou plástico do primeiro boteco que oferecer um lugarzinho para se acomodar. O professor de Finanças Alberto Fontes me garantiu entender o lado de seus subordinados, mas acredita que deve ser “pesada” a decisão de trocar um pelo outro. “Sempre foi assim e não acho que vá mudar. Quem tem que dar aula no último dia da semana sabe que vai encontrar a sala vazia ou pela metade. Mas o aluno deve saber quando é hora de parar e levar os estudos a sério”.

 Os entrevistados, cada um com seu copinho de vidro, afirmaram saber de suas responsabilidades para com a universidade, é claro. Mas, unânimes, não resistiram e disseram ser “uma tentação ficar no bar a ter que assistir aulas ou estudar”. No meio dos que estavam ali, notei que a verdadeira e única atenção era voltada para uma loira e, de preferência, gelada. “A cerveja é muito mais atraente e gostosa que meus professores”, brinca o amigo Lucas Marieva, do mesmo curso de Almeida. Encerro minhas anotações e, quando parece que todos estão prontos para ir embora, o jovem chama a atenção de um dos garçons e pergunta: “Desce mais uma loirinha?”. Fiquei mais cinco minutinhos.

Por Carolina Pascoal

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