O perigo sobrevoa nossas terras. Planos para a sua contenção nos aeroportos do Brasil que recebem vôos internacionais são criados. Vem aí, a gripe suína que não escolhe os infectados por cor, credo ou classe social. Nem mesmo por religião. E, ainda por cima, tem como um dos primeiros alvos eles… Os Estados Unidos! Dizem que teve início com os latino-americanos, claro. Quem garante?
Mas o fato é que, a cada dia, novos casos da doença são descobertos e a preocupação mundial aumenta ainda mais. E não é que o mercado financeiro já foi infectado, digo afetado…?! Pois é. Durante boa parte do dia de hoje, de acordo com o G1, site de notícias da Globo, as bolsas de valores operaram em perdas, à medida que aumentava o número de países com registros de casos de gripe suína.
É natural que o mundo inteiro fique em estado de alerta por causa da morte de centenas de pessoas pela gripe suína. O que espanta é indiferença da população somada ao descaso das autoridades para com os que morrem diariamente por conta da violência, para com os que morrem por falta de atendimento em hospitais públicos, para com os que vivem na miséria e morrem de fome…
O que está havendo com a nossa economia? Pânico no ar devido à crise financeira mundial e nem mesmo uma lágrima do povo que sofre com a desigualdade social, sensibiliza os governantes. “Eco”, além de estar na moda é também uma ferramenta para o marketing de muitas empresas.
Com o lema “Aqui preservar é um bom negócio”, o Wal-Mart, uma das maiores redes de supermercados do Brasil em faturamento, objetivou a transformação, até 2012, de todas suas unidades no país em lojas ecoeficientes. “Eco” é, além disso, uma necessidade dos dias de hoje, garantem os ecologistas.
O que se pode observar é que a preservação do planeta está nas mãos dos economistas e o seu engajamento social é primordial para o nosso futuro. Salvar o planeta das ações destrutivas do progresso humano e proporcionar o bem estar da população global com ao menos um mínimo de decência e civilidade é o nosso maior desafio.
Não basta, promover a conscientização é preciso ter ações concretas para se chegar à solução. Será que estes problemas precisam se tornar contagiosos para que a elite comece a se preocupar com eles…?
Por Marion Dória

