MackTutando

28 abril 2009

O que vem debaixo não os atinge

Filed under: Economia — MackTutando @ 23:50
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O perigo sobrevoa nossas terras. Planos para a sua contenção nos aeroportos do Brasil que recebem vôos internacionais são criados. Vem aí, a gripe suína que não escolhe os infectados por cor, credo ou classe social. Nem mesmo por religião. E, ainda por cima, tem como um dos primeiros alvos eles… Os Estados Unidos! Dizem que teve início com os latino-americanos, claro. Quem garante?

Mas o fato é que, a cada dia, novos casos da doença são descobertos e a preocupação mundial aumenta ainda mais. E não é que o mercado financeiro já foi infectado, digo afetado…?! Pois é. Durante boa parte do dia de hoje, de acordo com o G1, site de notícias da Globo, as bolsas de valores operaram em perdas, à medida que aumentava o número de países com registros de casos de gripe suína.

É natural que o mundo inteiro fique em estado de alerta por causa da morte de centenas de pessoas pela gripe suína. O que espanta é indiferença da população somada ao descaso das autoridades para com os que morrem diariamente por conta da violência, para com os que morrem por falta de atendimento em hospitais públicos, para com os que vivem na miséria e morrem de fome…

x1O que está havendo com a nossa economia? Pânico no ar devido à crise financeira mundial e nem mesmo uma lágrima do povo que sofre com a desigualdade social, sensibiliza os governantes. “Eco”, além de estar na moda é também uma ferramenta para o marketing de muitas empresas.

Com o lema “Aqui preservar é um bom negócio”, o Wal-Mart, uma das maiores redes de supermercados do Brasil em faturamento, objetivou a transformação, até 2012, de todas suas unidades no país em lojas ecoeficientes. “Eco” é, além disso, uma necessidade dos dias de hoje, garantem os ecologistas.

O que se pode observar é que a preservação do planeta está nas mãos dos economistas e o seu engajamento social é primordial para o nosso futuro. Salvar o planeta das ações destrutivas do progresso humano e proporcionar o bem estar da população global com ao menos um mínimo de decência e civilidade é o nosso maior desafio.

Não basta, promover a conscientização é preciso ter ações concretas para se chegar à solução. Será que estes problemas precisam se tornar contagiosos para que a elite comece a se preocupar com eles…?

 Por Marion Dória

13 abril 2009

Classe média brasileira fica mais pobre

Filed under: Economia — MackTutando @ 14:02
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Crise reduz crescimento das classes A,B e C

Crise reduz crescimento das classes A, B e C no Brasil

O crescimento das classes A, B e C caiu consideravelmente no Brasil no primeiro trimestre de 2009. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, só a classe C perdeu 11% do seu crescimento no governo Lula.

Segundo cálculos feitos por Marcelo Neri, do Centro de Política Social (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife, 563 mil pessoas passaram da classe C para as classes D e E.

O aumento das classes mais pobres está diretamente ligado à redução nas classes A, B e C, que atinge 765 mil pessoas. Esse o número pode ser ainda maior, já que as regiões metropolitanas pesquisadas correspondem a apenas um quarto da população.

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica (IPEA) reforçam que a crise deve atingir as pessoas com maior nível de escolaridade no Brasil e, conseqüentemente, reduzir ainda mais as classes A, B e C. Depois de crescer 10,8% do início do governo Lula, em 2003, até dezembro de 2008, no primeiro trimestre desse ano, a classe C caiu 1,2% nas regiões metropolitanas pesquisadas, passando de 53,8% para 52,2%.

Já as classes A e B, que tinham crescido 4,1% no mesmo período, recuaram 0,4%. As classes mais pobres, D e E, diminuíram de 45,8%, no início do governo Lula, para 30,9% em dezembro de 2008. Em janeiro de 2009, elas voltaram a subir e chegaram a 32,4%. Só em São Paulo, a classe E – que tem renda mensal de até R$ 800,00 – passou de 13,6% para 15,3% da população nesse período.

Nos últimos anos, o país viveu uma explosão no crescimento da classe C – classe média, com renda familiar de R$ 1.100 a R$ 4.800, segundo critérios da FGV. O avanço de milhões de pessoas em direção à melhoria da qualidade de vida e do consumo foi uma das principais marcas do governo Lula.

De acordo com Neri, o mês de janeiro foi o momento no qual a crise se mostrou mais clara. “Antes, seus efeitos estavam restritos aos segmentos de renda mais alta. Não é apenas uma questão de sazonalidade. O início do ano marca o momento em que as decisões empresariais foram implementadas. São Paulo concentra os principais vetores afetados pela crise: o emprego formal, a indústria e o mercado financeiro”, disse.

Ainda segundo o economista, a expansão dos mais pobres, que consequentemente veio acompanhada de uma menor participação nas classes A e B, pode ser compreendida com base nos dados que revelam o quanto a participação dos consumidores com renda superior a R$ 4.800 diminuiu, passando de 17,7% em dezembro de 2008 para 17,3% em janeiro desse ano. Ele destaca que, entre as regiões metropolitanas, São Paulo concentrou os maiores efeitos para os consumidores de renda mais alta porque eles já vinham perdendo espaço desde setembro, quando a crise mundial teve início.

“Essa crise afeta principalmente o trabalhador mais qualificado, e a conseqüência é que está havendo migração para outras classes. O país saiu do apagão da mão de obra para a demissão dos mais qualificados”, conclui Neri.

Por Viviane Sousa

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