Na última sexta-feira, 24, foi realizada a primeira auditoria do Tribunal de Contas da União sobre o ProUni (Programa Universidade Para Todos). A questão discutida seria de possíveis irregularidas em relação à renda dos alunos que participam do programa. O TCU se baseou em dados da Renavam (cadastro de veículos), da Rais (empregos) e de matrículas em universidades públicas. Até o momento já foram constatadas irregularidas entre 8% de 385 mil beneficiários. O programa visado à pessoas com renda mensal bruta de até R$ 697,50 têm sido usufruído por alunos que possuem carros zero, até mesmo os de luxo.
É claro que todo universitário, em tese, deveria ter direito à bolsa do Estado já que paga impostos; porém o que deve ser frequentemente questionado seria a idéia de que há pessoas realmente com dificuldades financeiras e a elas esse direito em hipótese alguma poderia ser negado. Mas com a vaga preenchida por indivíduos da classe média (ou alta) , esse direito acaba sendo perdido já que não há vagas suficientes que comportem tantos alunos bolsistas. Segundo o presidente Lula, será feita uma perícia para que se descubra qualquer abuso e má fé de universitários com a renda maior que a determinada.
Mas ainda há uma ressalva. Há de se considerar também os estudantes que tiveram uma melhora de vida após a participação no programa. E ainda há exceções como de um taxista que adquiriu um veiculo para trabalhar ou então de um deficiente físico que adquriu automóvel com desconto.
Da parte judicial o que se espera é que se realize uma investigação meticulosa e que além disso, se faça uma triagem caso a caso para que nenhuma irregularidade passe desapercebido sem punições ou que alguma exceção injusta seja incluída.
Agora em relação aos alunos; com a auditoria vindo á tona, será que não afetou a consciência deles em nenhum momento? Será preciso que aconteça um escândalo público ou ainda mais…que o aluno seja descoberto para que passe a prestar queixas a respeito?
Por Mayara Koike

