MackTutando

22 maio 2009

Dados que incomodam

Filed under: Política — MackTutando @ 17:35
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963 milhões de pessoas no mundo passam fome.

A cada dia, quase 16.000 mil crianças morrem de complicações relacionados á fome – uma criança a cada 5 segundos.

Hoje, o nosso mundo abriga 6,7 bilhões de pessoas.

Mais de 2 bilhões de pessoas vivem abaixo da linha internacional da pobreza, ganhando menos do que 1,25 dólares por dia.

Em 2006, quase 9,7 milhões de crianças morreram antes de completarem cinco anos de idade. Praticamente quase todas morreram em países em desenvolvimento, sendo 4/5 na Áfrca Subsaariana e no sul da Ásia, as duas regiões com os maiores índices de fome de desnutrição.

Constatações que incomodam

Você, caro estudante da Universidade Presbiteriana Mackenzie, pense no seguinte:

- você estuda numa instituição que possui uma renda per capita maior do que muitas cidades com o dobro de “habitantes”;

- você faz parte de uma “elite” (a de estudantes universitários) que não atinge nem 10% da população.;

- você, por estudar numa tão renomada e tradicional universidade, tem mais oportunidades do que a maioria dos jovens brasileiros.

Então eu pergunto:

Não seria, portanto, motivo para você assumir maiores responsabilidades?

Pense no que você pretende deixar de legado para o mundo. O Mackenzie é sim uma instituição tradicional, mas sua formação é mais voltada para o mercado, não para o social. Do campus da UPM saem mais técnicos e profissionais, do que cidadãos e intelectuais. De nada adiantará ter tido uma boa formação, se o conhecimento adquirido não for usado, de alguma forma, em prol da sociedade.

Estou errado?

7 maio 2009

Jornalista precisa de diploma?

Filed under: Jornalismo — MackTutando @ 19:32
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Pessoal, como estudante de Jornalismo, acho importante debatermos sobre um tema tão importante para a nossa profissão, que é a questão da obrigatoriedade do diploma para o exercício da atividade jornalística. Nem é meu dia de postar aqui no blog, mas quis aproveitar esse tão prestigioso espaço para iniciar uma discussão acerca do assunto. Sintam-se à vontade para deixar comentários!!!

Bom, eu sou totalmente contra essa obrigatoriedade e, para dar início ao debate, gostaria de compartilhar com vocês um texto de autoria desconhecida:

1. a melhor forma de melhorar a qualidade das faculdades de jornalismo é derrubar a obrigatoriedade do diploma. Vão sobreviver as escolas que realmente fizerem a diferença.
     2. se fosse verdade que é necessário diploma para fazer bom jornalismo, o que se fazia no Brasil antes de 1969?
     3. se fosse verdade que é necessário diploma para fazer bom jornalismo, o que se faz nos EUA? Na Inglaterra? Na França? (pra ficar só em três)
     4. a falta de diploma não avilta os salários. A Folha paga salários tão altos quanto qualquer jornal, se não mais altos.
     5. é ridículo dizer que as empresas querem o fim do diploma obrigatório para pagar menos. Não só porque os fatos provam que isso é mentira (ver ponto 4), mas porque o que qualquer empresa quer é ter os melhores profissionais. Os mais competentes. Os mais inteligentes. Os mais bem formados.

Observação importante: não sou contra as escolas de jornalismo. Sou a favor, desde que elas sejam boas. Mas sou a favor também de que o aspirante a jornalista possa dedicar seu precioso tempo a outro tipo de formação, se julgar que é isso que vai deixá-lo mais preparado para fazer um bom trabalho. Um jornalista precisa fundamentalmente:
     a) entender do assunto que vai cobrir, para não ser usado pelas fontes;
     b) saber levantar informações relevantes que os poderes querem esconder;
     c) transformar as informações numa história articulada e compreensível.

Escolas de jornalismo não resolvem o ponto a.
Poderiam até ajudar muito no b e no c, mas minha experiência mostra que não fazem isso.
Os pontos b e c podem ser aprendidos em cursos de especialização ou até na prática.

Uma frase de Philip Meyer, enviada por meu prof Marcelo Soares:

O primeiro problema para o jornalismo de precisão no Brasil será superar um sistema muito rígido que é feito para resistir à inovação. A maior barreira que vejo, de minha perspectiva norte-americana, é a lei que exige que os jornalistas sejam formados em escolas de jornalismo. Essa lei dá às escolas um mercado garantido e as priva do incentivo de fazer melhor as coisas. Sem a lei, as escolas teriam que visivelmente adicionar valor às habilidades existentes de seus estudantes para que pudessem sobreviver. Uma escola profissional deve ser a fonte da inovação e do desenvolvimento para a profissão a que serve. Mas, com um mercado cativo, não há necessidade de que ela faça nada além de assinar certificados de conclusão“.

Por Renato Santana

26 abril 2009

O futuro da política

Filed under: Política — MackTutando @ 14:24
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A Escola Superior de Corrupção e Crimes, mais conhecida como Congresso Nacional, há muito deixou de ser um local de mudança. Na verdade, até há um movimento nesse sentido, mas sempre para pior. A recente crise das passagens aéreas demonstra como os vulgares senhores que lá freqüentam turisticamente, não passam, em sua maioria, de agentes destruidores da ética.Até mesmo políticos como Fernando Gabeira (que nunca foi do feitio de burlar regras republicanas) admitiram ter usado as cotas de passagens a que têm direito para uso privado. É a velha história de sempre… É claro que Fernando Gabeira não é das mais podres maçãs que infestam a Câmara ou o Senado, mas é inegável que, na política brasileira, o trigo é mais frágil que o joio.

Sendo assim, a única maneira de mudar a situação é por meio de um programa de saneamento ético. Sanear nada mais é do que tornar são, ou seja, separar o joio do trigo, os bugalhos dos alhos. E, preferencialmente, ficar com estes e não aqueles. Os medíocres senhores que em Brasília desvirtuam o futuro desse país não passam disso: de medíocres! “Vossa excelência me respeite” diriam alguns deles, mas isso infelizmente não é possível. Eles não são passíveis de respeito, pois suas excelências não respeitam a excelência desse país.

A situação está cada vez mais grave. Tome-se como exemplo a deputada Manuela D’Ávila, que despontava como um virtuoso exemplo da nova geração da política, mas recentemente confessou ter pensado em abandoná-la. E desse jeito as boas maçãs são devoradas pelas serpentes do nosso congresso. É preciso que os políticos que brincam com o Brasil sejam representantes, de fato, da elite brasileira, pois a elite é a representação dos melhores; aqueles que tiveram mais oportunidades e por isso devem assumir mais responsabilidades. No entanto, o que se vê é o oposto: deputados e senadores têm todas as oportunidades para levar o Brasil a um futuro melhor, mas decidem por não agir. Responsabilidade? Isso não lhes pertence….

O que não lhes pertence é um assento no Congresso Brasileiro. Se tudo der certo, em pouco mais de um ano, nas próximas eleições, eles serão afastados da política e levando consigo toda a podridão que lhe é característica. Que todos os eleitores, por meio do voto, o mais democrático instrumento de mudança, consigam sanear o ambiente político nacional.

Por Renato Santana

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